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Baião em Madrid pela mão e arte da artista Cristina Rodrigues

A artista plástica Cristina Rodrigues apresentou a sua nova exposição, no dia 4 de outubro, numa das mais importantes galerias de arte de Espanha, a Naves Matadero em Madrid.

A exposição para além de mostrar variados trabalhos da artista, tem como peça central a “Bengala de Cohen”, que foi criada e pensada num elemento cultural   do concelho de Baião, a bengala de Gestaçô e inspirada num artefacto usado por uma personagem do livro “Os Maias”, de Eça de Queiroz.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, que esteve presente na inauguração da exposição, realçou o facto desta obra ter o condão de ultrapassar fronteiras e projetar, ainda mais, a nível internacional o nome e a cultura do município de Baião.

“ A Bengala de Cohen irá funcionar como embaixadora do concelho de Baião, permitindo transmitir a identidade cultural em todo o mundo”, referiu Paulo Pereira.

Para o edil baionense “Cristina Rodrigues é uma das artistas portuguesas mais influentes e singulares da sua geração” salientando que “esta obra para além de ser inédita, impactante e muito bonita, reveste-se de um significado especial na valorização de um produto artesanal e histórico do concelho de Baião, que é a bengala de Gestaçô, mas também o escritor Eça de Queiroz e a sua Fundação e mesmo a artista Cristina Rodrigues que com as suas raízes baionenses leva o nome da nossa terra consigo”.
Na abertura da exposição estiveram presentes curadores, artistas e críticos de arte de renome internacional.
A obra de arte irá participar noutras exposições internacionais.

A exposição tem o apoio da Embaixada de Portugal em Espanha e do Instituto Camões.

A inspiração de Cristina Rodrigues

A memória dos lugares e das pessoas foi sempre um tema central na obra de Cristina Rodrigues. Quando, em 2009, estabeleceu a sua residência em Inglaterra, sentiu a necessidade de retratar as memórias do seu país através da fotografia. Eram as imagens da sua casa distante.

Das fotografias passou à recolha de objetos e suas narrativas passadas. Recolheu objetos que pertenceram a outros emigrantes e entrevistou essas pessoas para conhecer as suas histórias. Para Cristina Rodrigues, a vontade de olhar para o passado, é uma manifestação da vontade em compreender o presente.

Nessa altura, a recolha de imagens, objetos e histórias tornou-se numa metodologia de recolha de informação que servia para informar a sua produção artística.

“A Bengala do Cohen” é uma obra que nasce num lugar mais íntimo uma vez que, para criar esta obra, as memórias são, não as de um entrevistado, mas as suas próprias memórias de infância e de adolescência passadas em Caldas de Aregos e Santa Cruz do Douro, no Concelho de Baião. Até aos 21 anos de idade Cristina Rodrigues passou extensos períodos das férias de Verão e Páscoa junto ao rio Douro, em Caldas de Aregos. Daí caminhava até à Fundação Eça de Queiroz, onde passava a tarde a ler. A obra “Os Maias” foi lida durante uma dessas tardes, no meio de uma paisagem de infindáveis socalcos cobertos por vinhedos que se estendiam até ao rio.

A obra “Os Maias” representa o primeiro contacto que Cristina Rodrigues teve com o tema da emigração. Quando Carlos da Maia, personagem principal, regressa a Lisboa 10 anos depois da sua partida, faz uma descrição de um lugar emocional que é transversal a quase todos os emigrantes: Regressar a casa ou ao país de origem, faz-nos sentir que já não somos nem de cá, nem de outro lugar – algo se perdeu no caminho. Hoje, mais de 20 anos mais tarde, para além de ler “Os Maias”, também Cristina Rodrigues experimentou esse lugar emocional, após ter vivido alguns anos em Inglaterra e ter regressado a Portugal.

Descrição da obra

A obra “A Bengala do Cohen” é um jardim em ferro, um lugar, portanto, imutável. Sempre branco e imaculado, onde a memória é materializada em ferro e por isso, também ela, perene.

Carlos da Maia conhece Maria Eduarda numa festa organizada por João da Ega, em homenagem a Cohen, que por sua vez é descrito como alguém que usa uma bengala com a cabeça de um galgo. Este momento representa um ponto de viragem na obra, pois é a paixão que Carlos da Maia virá a sentir por Maria Eduarda, que mais tarde descobre ser sua irmã, que o leva a deixar Portugal durante 10 anos.

A obra “A Bengala do Cohen” é representada por uma pirâmide de bengalas ao centro, rodeadas por um jardim de flores regadas pelo tempo, imutável. A obra congela as memórias de um lugar onde Cristina Rodrigues considera que foi feliz, onde descobriu a literatura, a natureza e Santa Cruz do Douro.

 

 

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