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Monumento evocativo ao “Almocreve” vai nascer em Gestaçô

Está pronto para concurso, com um prazo de execução de 120 dias, o projeto que vai evocar a profissão do “Almocreve”, um homem de labor e trabalho que na década de 50 foi essencial no concelho de Baião como agente de comunicação intercomunitária.

A obra, uma pretensão muito antiga da população, vai nascer no Lugar de Furacasas, em Gestaçô, no limite com a freguesia de Viariz, e o terreno onde será implementado o monumento escultórico foi doado gratuitamente à Câmara Municipal por um particular.

Paulo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Baião, deu luz verde ao projeto e esteve no terreno, na semana passada, acompanhado por técnicos da autarquia, a verificar as condições em que se encontra o espaço e a acertar pormenores finais com António Bento, presidente da Junta de Freguesia de Gestaçô.

Os trabalhos compreendem a execução de um muro de suporte, a pavimentação do terreno a cubos de granito, o ajardinamento, a colocação de mobiliário urbano – mesas de madeira e uma papeleira – e do monumento escultórico em aço, recortado a laser, constituído pelas figuras do “Almocreve” e do “Burro”, acompanhados pela respetiva placa com a fundamentação histórica.

O lugar de Furacasas, em Gestaçô, a par com o Lugar de Avezudes, em Viariz, “reuniam na década de 50 perto de 70 almocreves”, de acordo com António Bento. “Esta é das zonas do concelho onde havia uma maior concentração destes profissionais, na altura”.

Os almocreves eram pessoas que conduziam animais de carga e/ou mercadorias de uma terra para outra em Portugal, durante a Idade Média e até tempos bem recentes – meados do século XX. “A sua importância como dinamizadores económicos em Baião, um pouco por todo o concelho, é incontestável”, da conta Paulo Pereira.

Numa época de comunicações limitadas, os almocreves eram indispensáveis ao abastecimento de bens para dentro e fora do concelho. De entre as rotas de abastecimento mais importantes, destaque para as que levavam os almocreves a transportar cereais cultivados em Baião para Mesão Frio, que depois eram vendidos ou trocados por bens de muita necessidade para a população.

Gestacô era, à altura, o território que mais contribuía com impostos para o concelho, por meio do trabalho das dezenas de Almocreves que por cá viviam e também dos bengaleiros. Conto em Gestacô, atualmente, pelo menos dois destes Almocreves, ainda vivos, que contam histórias fabulosas destes tempos e que nos dizem muito da forma como se vivia naquela altura. A homenagem ao Almocreve parece-me mais do que justa e a população está muito feliz e ansiosa pelo início dos trabalhos”, refere António Bento.

Paulo Pereira corrobora da mesma opinião realçando o facto “do Almocreve fazer parte da história e identidade baionense. Preservar essas memórias, honrando-as, faz parte da nossa missão. A evocação à figura do Almocreve é uma forma de lhe reconhecermos a importância socio económica que teve numa altura em que as condições de vida eram muito duras”.

E complementa: “a sua importância foi de tal ordem que se manifestou, também, na preservação das tradições. Antes da madrugada aparecer, já o almocreve emparelhava os bichos e seguia o seu caminho. Deixava a mulher e as filhas dedicadas às lides da casa, nomeadamente da cozinha, numa cumplicidade só delas, fazendo ressuscitar as tradições da terra, que tantas eram, mesmo que algumas estivessem esquecidas no tempo”.

A obra deverá arrancar, previsivelmente, e depois do concurso cumprir as formalidades legais, dentro de 2 meses. Paulo Pereira encontra-se a fazer uma ronda de visitas a todas as freguesias concelhias para acompanhamento no terreno das obras definidas no Plano Anual de Atividades municipal para o ano de 2018.

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