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Baião lança novo vídeo promocional dedicado à literatura

“Baião, terra de cultura” é o nome do novo vídeo promocional do concelho de Baião que a autarquia baionense lança hoje, 2 de julho.

O vídeo, realizado pelo criativo Marco Neiva, teve a coordenação do pelouro da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Baião e insere-se numa estratégia de comunicação e promoção do concelho que tem a sua génese nas redes socias sob a marca “VisitBaiao.pt”. Todos os personagens do filme são de Baião.

Partindo do conceito “Baião, Vida Natural”, já são públicos os vídeos “Baião, terra de aventura”; “Baião, terra mágica” e “Baião, terra de sabores”. Destaque para estes últimos dois trabalhos que foram premiados num dos mais prestigiados festivais internacionais de cinema e turismo, o ART&TUR.

Baião é um concelho rico em história, em cultura popular, em gastronomia e vinhos, mas também é uma terra de escritores. Ao longo do tempo, homens de letras nasceram em Baião, outros o descreveram: a importância da natureza e o caráter gentil das suas gentes inspiraram várias abordagens literárias, fazendo de Baião palco de vários enredos. De Soeiro a Eça, passando pelo visconde de Vila Moura e Camilo Castelo Branco, os elementos naturais, culturais e humanos de Baião eternizaram-se nos clássicos da literatura, representando Baião como uma das mais preciosas pérolas verdes de Portugal.

É este o mote do novo “Baião, terra de cultura” que mostra um retrato de Baião através da literatura, dando destaque a 9 escritores que são de Baião ou que se inspiraram em Baião para escrever, imortalizando a paisagem baionense nas suas obras.

É disso exemplo Agustina Bessa – Luís, com Fanny Owen, romance de 1979. A escritora conta na obra o relacionamento entre José Augusto, homem rico, culto, de hábitos fúteis e de insípido prazer, apaixonado por uma mulher inglesa, a formosa Fanny Owen. A Casa do Lodeiro, em Santa Cruz do Douro, uma casa senhorial do séc. XVIII, encerra algumas memórias trágicas sobre esta história porque pertenceu a José Augusto, que raptou Fanny e com ela casou, contra a sua vontade. O casamento não se consumou e a senhora faleceu tísica cerca de um ano depois. Por decisão do marido, o seu coração esteve guardado, muitos anos, num frasco de vidro na Capela da Casa.

Teixeira de Pascoaes, outro grande nome da literatura portuguesa nasceu no município vizinho, Amarante, e o Marão é indissociável da sua imagem. Vivendo com alguns dos seus irmãos e com a sua mãe, foi ele quem começou a gerir, a dada altura, as propriedades associadas à família, e desvendou crescentemente a natureza. Esse prazer, que o levou a nutrir uma paixão de grandes proporções pela Serra do Marão, levou-o, também, a desdobrar-se na sua prática literária, referindo a serra em várias das suas obras. “Marânus” é a icónica obra de Teixeira de Pascoaes que elege a Serra do Marão como a acolhedora montanha sagrada onde o poeta mergulha numa profunda comunhão entre a mãe natureza e os seres que a constituem.

Camilo Castelo Branco, um dos maiores vultos literários portugueses, faz referência à freguesia da Teixeira nas obras “O Perfil do Marquês de Pombal” e “Vinte horas de Liteira” mas não é só: também há histórias suas na Casa do Lodeiro, em Santa Cruz do Douro, relacionadas com o drama de Fanny Owen e referidas em “O Bom Jesus do Monte”.

Visconde de Vila Moura, nasceu na Casa da Eira, lugar de Vila Moura, freguesia de Grilo, no concelho de Baião, onde viveu até aos oito anos de idade. Escreveu dezenas de obras literárias, mas foi em “Calvário de um violento” e “O Imaginário” que o escritor fez referência a algumas personagens baionenses. Visconde de Vila Moura veio a falecer em Porto Manso, a 3 de setembro de 1935.

António Mota, escritor cimeiro a nível nacional no âmbito da literatura infanto-juvenil, reconhecido e diversas vezes premiado, nasceu em 1957 em Vilarelho, na Freguesia de Ovil. O seu livro “Outros Tempos”, escrito para adultos, com ilustrações da arquiteta baionense Marta Lemos, é uma obra incontornável para quem queira conhecer o modo como vivia o povo das zonas interiores nos meados do século XX.

Eça de Queiroz inspirou-se nas gentes de Baião, nas suas paisagens, nos usos e costumes locais, e retratou tudo numa das suas obras mais conhecidas: “A Cidade e as Serras”. A Quinta de Vila Nova, em Santa Cruz do Douro, Baião, é hoje conhecida por “Casa de Tormes” e a estação de comboio de Aregos foi rebatizada com o nome de “Tormes”, tal e qual podemos ler no livro.

Também José Saramago se deixou encantar por terras baioneses. Prova disso é a descrição que faz em “Viagem a Portugal” do Dólmen 1 de Chã de Parada, Monumento Nacional desde 1910:

“O viajante dá a volta, aí está o corredor, e lá dentro a câmara espaçosa, mais alto todo o conjunto do que pelo lado de fora parecia (…) e de baixo nada tem. Não há limites para o silêncio. Debaixo destas pedras, o viajante retira-se do mundo. (…) que homens terão levantado à força de braço esta pesadíssima laje, desbastada e aperfeiçoada como uma calote, e que falas se falaram debaixo dela, que mortos aqui foram deitados. O viajante senta-se no chão arenoso, colhe entre dois dedos um tenro caule que nasceu junto de um esteio, e, curvando a cabeça, ouve enfim o seu próprio coração.”

Em meados da década de 40 do século XX, Alves Redol comparava a aldeia de Porto Manso a um presépio, num livro com o mesmo nome: “Está ali também à vista do Douro e acasalado com laranjeiras e mais árvores de fruto. Escorre de um monte maneiro em cujo cimo marulham pinheiros… A aldeia ao longe é um presépio bonito”.

E, por fim, Soeiro Pereira Gomes que nasceu a 14 de abril de 1909 na freguesia de Gestaçô, em Baião. Um dos seus livros mais conhecidos é o romance Esteiros, publicado pela primeira vez em 1941, e ilustrado por Álvaro Cunhal.

“«Baião, terra de cultura» é um trabalho que pretende mostrar alguns dos nossos valores patrimoniais, que são notáveis, assim como as nossas paisagens, surpreendentes, que encantaram os maiores vultos da literatura portuguesa e que, ainda hoje, continuam a encantar quem nos visita.  A Fundação Eça de Queiroz, os dólmens da Serra da Aboboreira, o mosteiro de Santo André de Ancede, o vastíssimo património religioso, o artesanato, os pequenos núcleos museológicos, os centros interpretativos, a gastronomia e/ou os vinhos são, certamente, razões mais que suficientes para uma visita a Baião, em qualquer altura do ano”, convite feito por Anabela Cardoso, vereadora da Cultura e Turismo da Câmara Municipal de Baião.

O vídeo já está disponível em visitbaiao.pt ou nos canais sociais e oficiais do município, no you tube e facebook, sites que dão pelo nome de “Município de Baião”.

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