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ALUNOS DE BAIÃO “VÊEM MAIS LONGE” GRAÇAS ÀS ASSEMBLEIAS MUNICIPAIS DE JOVENS

2017/07/11

O Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, referiu que em Baião se criou "uma rede social verdadeira" com a realização, ao longo de dez anos, das Assembleias Municipais de Jovens. "Estes jovens são verdadeiramente afortunados, porque conhecem a cidadania plena", declarou o governante, a 08 de julho, num evento na Escola Secundária de Baião onde foram assinalados os dez anos das Assembleias Municipais de Jovens.

Tiago Brandão Rodrigues, que almoçou com os jovens de Baião e visitou a Escola Secundária, classificou os estudantes baionenses como "cidadãos plenos e de corpo inteiro, que compreendem que em democracia é normal haver diferentes perspetivas, porque há pensamento de muitas maneiras".

"Em dez anos debateram muito e por isso agora têm a oportunidade de olhar mais longe", observou o governante elencando a pertinência de muitos temas debatidos.

Estes foram desde as alterações climáticas, ao envelhecimento das sociedades ocidentais, ao papel das redes sociais, passando pelo turismo sustentável ou pela importância das Nações Unidas para a paz e o bem-estar no Mundo.

ESFOÇO DE TODOS FOI GARANTE DE SUCESSO

José Pinho Silva, presidente da Assembleia Municipal e o grande impulsionador da iniciativa, manifestou a honra das entidades baionenses em receber o Ministro da Educação e lembrou a vertente de promoção da "cidadania" subjacente às Assembleias de Jovens. "Estimulamos uma cultura de participação, de igualdade de oportunidades, de valorização das diferenças e de inclusão dos alunos no debate das problemáticas locais, nacionais e globais", referiu.

"Com as Assembleias de Jovens retiramos a carga negativa do papel dos políticos", asseverou, agradecendo a disponibilidade da comunidade educativa, do município e das famílias para trilharem aquele caminho.

APRENDER COM OS MAIS NOVOS

O presidente da Câmara Municipal de Baião, Paulo Pereira disse ter "aprendido muito" com todas as intervenções que ouviu nas assembleias de jovens. E salientou a "forma clara e tranquila" como os jovens intervieram, o respeito pelo outro e a eficiência com que conduziram os trabalhos. Mas o que mais marcante foi "o empenho que demonstraram na construção de uma sociedade melhor", concluiu, incentivando os jovens a nunca deixarem de participar civicamente.

DEBATER É FUNDAMENTAL

Estiveram presentes na sessão alunos e os presidentes dos três Agrupamentos de Escolas baionenses.
O anfitrião Carlos Alberto Carvalho disse apreciar muito a Assembleia Municipal de Jovens. "Esta é uma iniciativa que deve manter-se, porque com a discussão é que nos entendemos. Aqui ouvimos intervenções para todos os gostos e assim estamos a trazer os jovens para a verdadeira política. A que é baseada em ideias e propostas de desenvolvimento para a sociedade", declarou.
No uso da palavra, José Matos (Agrupamento de Eiriz) mostrou-se seguro de que com esta experiência os alunos baionenses irão "valorizar mais a democracia e vão estar melhor preparados" para participar civicamente. José Matos recordou ainda muitas dos convidados que passaram pelas Assembleias Municipais, casos do capitão de Abril e ex- deputado Marques Júnior, do ex- autarca e deputado Agostinho Gonçalves ou da Procuradora da República Maria José Eleutério.
Em nome dos professores e alunos do Agrupamento de Sudeste, Manuela Miranda deu "nota elevada" à iniciativa. Aquela dirigente disse que o evento tem o condão de mudar a perceção que os jovens têm da participação cívica e política. "É importante que percebam que a participação cívica inclui a participação política e partidária, mas não se confunde nem se esgota na mesma", acrescentando que é fundamental transmitir "a noção de que a resolução dos problemas que afetam a nossa rua, a nossa escola e a nossa freguesia..., passam também por nós".

OLHAR PARA BAIÃO

A sessão foi encerrada com uma intervenção sobre a história de Baião proferida pelo arqueólogo Lino Tavares Dias. "É possível hoje vermos a herança que nos foi legada ao longo dos séculos e vermos Baião integrado num território mais vasto no Douro. A paisagem cultural é um conceito muito importante para percebermos esta evolução, porque nos permite ver o que foi o território e o que ele pode ser, olhando para as capacidades existentes", referiu o coordenador da História Económica e Social de Baião "visitando", na sua intervenção, o período neolítico, o império Romano, a construção de Mosteiros - Santo André de Ancede era a grande referência -, mais tarde as casas e quintas senhoriais e, nos tempos mais recentes, a relação com o Douro (alterada com a construção das barragens) e com o caminho-de-ferro.
O dia culminou com um lanche - convívio animado por uma atuação do músico baionense Bruno Éme.

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