SEMINÁRIO QUEIROSIANO FOCA GERAÇÃO DE 70 E A REPÚBLICA
A Fundação Eça de Queiroz realiza de 19 a 23 de Julho o XII Curso Internacional de Verão - Seminário Queirosiano, subordinado ao tema "Da Geração de 70 à República: Práticas Estéticas e Debate Ideológico".
Este seminário, sob a coordenação científica de Isabel Pires de Lima, membro da Comissão Executiva do Conselho Cultural da FEQ, junta em Tormes especialistas e estudiosos nacionais e estrangeiros da obra de Eça.
Como forma de promover a participação, a FEQ atribuiu vinte bolsas de frequência repartidas igualmente entre estudantes portugueses e estrangeiros. Destes bolseiros destacam-se participantes dos seguintes países: China, Brasil, Angola, Itália, Espanha, Grécia e França. De Portugal encontram-se participantes de Braga, Coimbra, Seixal, Algarve, Vila Nova do Ceira, Porto, Évora, Lisboa e Santo Isidoro.
Fernando Cartroga, Professor Catedrático de História Moderna e Contemporânea da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra; Ana Luísa Vilela, Professora Auxiliar da Universidade de Évora e José Carlos Seabra Pereira, Doutor pelas Universidades de Poitiers e de Coimbra, Professor da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra e da Universidade Católica Portuguesa são os professores convidados para o seminário.
No dia 21 de Julho, pelas 21h30m, será aberto ao público o Concerto de Verão com a Orquestra do Norte.
"Da Geração de 70 à República: Práticas Estéticas e Debate Ideológico"
O tema da revolução foi matricial à constituição da Geração de 70 e galvanizador do projecto estético realista de Eça de Queiroz, do pensamento filosófico e do romantismo social de Antero de Quental e do debate ideológico positivista e republicano protagonizado por Teófilo Braga. Para os intelectuais da Geração de 70, Revolução e República(s) implicaram reflexões, debates, práticas estéticas, compromissos, rupturas múltiplas e diversas que importa revisitar e colocar em confronto, designadamente com as de outros escritores seus contemporâneos e contemporâneos da República real a que Teófilo veio a presidir. Este é o objectivo assumidamente "aberto" do curso no ano do centenário da proclamação da República.


